Digitalização das salas é fundamental para o crescimento do setor cinematográfico

março 28, 2012

Processo faz despesas de distribuição caírem substancialmente

Com a digitalização da projeção cinematográfica, as despesas de distribuição caem substancialmente. Os custos de copiagem e transporte dos filmes são reduzidos em mais de 80% para o distribuidor. Para a exibição, é uma oportunidade de ampliar os serviços e de integração de mais salas ao circuito de lançamentos. Além disso, a tecnologia 3D está gerando um novo circuito de exibição, com serviços e preços específicos e vantagens econômicas para o exibidor. E conteúdos alternativos, como espetáculos esportivos e musicais, começam a ser distribuídos nas salas, formando um novo serviço de exibição.

Por outro lado, o processo acelerado de obsolescência da película 35mm, para alguns exibidores, põe em risco a própria existência do negócio. Os valores dessa atualização tecnológica são elevados, sobretudo pela importação de projetores digitais. A manutenção também é mais cara que a dos projetores convencionais. Daí a atenção especial do Programa Cinema Perto de Você à questão da digitalização. As dificuldades econômicas e de operação das salas de pequenos exibidores merecem atenção e cuidado por parte do Estado, para que a transição tecnológica seja feita sem traumas, aproveitando as oportunidades. Deve-se buscar um modelo de financiamento que permita a inclusão e o acesso ao crédito de todos os exibidores brasileiros e a melhoria de seus serviços e da gestão das empresas.

Pelos benefícios e redução de custos, os distribuidores devem participar do financiamento da digitalização. Isso pode ser feito por meio de um mecanismo denominado VPF (Virtual Print Fee), pago a cada filme exibido que se beneficia da projeção digital.  Dessa forma, os custos da substituição do equipamento convencional pelo digital serão amortizados em função da própria bilheteria das salas de cinema.  Para viabilizar essa participação e a inclusão mais ampla dos exibidores, torna-se importante a figura do integrador, um agente que faz a intermediação entre os exibidores, os distribuidores, os fabricantes de equipamentos e as instituições financeiras. Para esses agentes integradores será aberta, ainda no primeiro semestre de 2012, uma nova linha de crédito do FSA – Fundo Setorial do Audiovisual. A ANCINE estima que, numa primeira etapa, 750 salas poderão ser beneficiadas por essa linha, até o final de 2013.

 

Fonte: ANCINE

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